Sobre um desfiladeiro de trevas
um principio de precipício
que mede a termos de régua
seu derradeiro inicio
nesse saveiro de esperas
eu espero um indicio
de que tudo vai inundar
vou me afundar nas labaredas
esquecer as fendas
que me definem
como cobertores rasgados
que esquentam e não protegem
vou aprimorar meu ego
esquecer das outras pessoas
vou ficar á toa
submerso em meus resquícios de medo
pra que num dia propicio às lendas
eu não seja mais que um mito
de minhas próprias desavenças
abaixo do enxofre do lamento
quero sentir o aroma de bagagens
viajar para um pais distante
além de meu próprio tempo
sobre um rateio de cartas
quero descartar meus anseios
buscar meu veio de cinzas fartas
me fartar de um renascimento
que renasça do cinzeiro
onde eu possa depositar minhas mágoas
vou lapidar meu egoísmo rasteiro
e rastejar feito alma penada
em busca de seus descaramentos
quarta-feira, 29 de março de 2017
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