Joguei meu charme matinal
pra minha escova de dentes
limpei toda sujeira
de uma cariada vida descontente
assinei com sangue e rubrica
as cartas que lhe enviei
você disse que foi eu que zarpei
mas fiquei a ver navios
quando lembrei dos teus sorrisos
nunca respondeu meus emails
hoje estou mais metade que inteiro
lembrando dos teus segredos
a solidão é um objeto de realce
realça sentimentos inoportunos
desafia alvos cristalinos
hoje moro num curtume sem tetos
só pra ver o espaço ao relento
me lembrar das memórias enevoadas
quando deixei a cabeça ao vento
recordando nossas culpas
lembrei dos bons momentos
e de te ver sempre ao meu lado
hoje sigo o trajeto das névoas
a escuna da escura lapide
não segue mais seu amado leito
mas veta o contentamento
e mantém o coração desperto
tento esquecer das horas a fio
que liguei meu sentimento ao verbo
e tentei amar você
não vejo mais ninguém por perto
só o maremoto cíclico do seu desmerecer
sexta-feira, 31 de março de 2017
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