Fui a tumba de meu próprio ventre
encontrei a vida clamando por retorno
vi a lua e seu circular contorno
quando aliviei o cansaço da mente
o corpo clamava por uma nova chance
de prestar contas com a alegria
o novo avistava o morto
e pedia uma nova trilha
a milhas de um contentamento pleno
vi castrarem as filhas do ledo engano
se a mobilidade estivesse mais amena
gastaria a caridade de uma brisa plena
quando eu sai da cova dos meus delírios
me senti mais vivo que os desafios
que ainda estavam por vir
que os lírios da honra me fariam agir
em prol de minha seiva e felicidade
aceito as arregaladas fúrias
até mesmo as amadas culpas
frente a olhos cansados
preciso de uma menina que me deixe acordado
e a retina que me faça guardar
as licenças do lar
onde quero comigo me encontrar
dias sorvendo goles de lucidez
noite aglutinando uma nostalgia sem mudez
e sobre as viagens de minhas entranhas
quero uma força estranha
que me faça encontrar o melhor caminho
longe da friagem que me deixa sozinho
sábado, 25 de março de 2017
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