Desmembrando troncos
destroçando membros
açoitando idéias
desfragmentando mancos
eu atolo barros
esbarro na lama
o caos é meu rompimento
descabelo temperos
que destemperam o drama
se defeco no feltro dos meus enredos
estou cagando e andando pra defeitos
os meus são subalternos
de todos os meus segredos
se afloro com flores meus traumas
é que a gangrena de minhas antenas
captou atrofiamento de causas
se fartura exposta
me causou sutura de rosas
é que me encontro na clausura
me alimentando de espinhos
deturpando carismas de aneurismas
e trazendo pra perto o peito incerto
das mais coléricas guerras bélicas
na paz azulejos enterram o chão
enfeitam a casa da solidão
desfigurando figuras em vão
não controlo meu apetite voraz
voracidade é na tenra idade dos mortais
descontrolando encontros marcados
não me marco com tremulas trenas
sorrateiramente estou a léguas de réguas
que medem a descompassada flecha do rancor
mas sempre me considero um alvo certeiro
estou obrando pra velas que me chamam
e fazem eu luzir em dias inoportunos
desmembrando lascas de iscas
eu fisgo meus tendões na noite insólita
pesco minhas aventuras mais remotas
pensando nas brisas efêmeras dos calcanhares
e me apoiando nas proles de minhas horas
que passam sem dar satisfação
terça-feira, 4 de abril de 2017
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