quinta-feira, 30 de novembro de 2017

LAVABO

Feliz por estar cambaleando de sonho
e enxergando o pesadelo de ontem
como não tem par de erro
nem fonte de desejo imundo
a todo custo sou limpo
a todo preço o esguicho me lava
é lava d`água que ilumina a pepita de trigo
a fertilidade da chuva me encaixa como uma luva
enxágua os sonhos felizes de um novo mundo de paz
e faz de gota e lavabo
o primeiro passo que segue em frente
eu não acabo com meus gastos
pra procurar qualidade naquilo que faço
trago rosas e cactos
espinhos cravados
aqui transformados em Nilos de amor
e um rio de lágrimas não irá me deixar muito mal
atravesso portais de chama que me chamam
areia e sal nas ondas do mar
um poema de rã pula no pântano
e sapo do alto do antro da perdição
achando e sarando o Saara na praia de Bagdá
será que dá o coração do Brasil?
pulmão de ar respirando com a força da vitória o cantil
um canto mil
um lado viril
um braço
um pedaço
um beijo de sítio
uma chácara de índio
uma canoa
ele caçando voa
e eu corando de vermelho
sou a cor do amor no sangue do avô
e ela a mãe que dá luz a lousa
que escreve o futuro no futuro do caçador
musa de todo esplendor
que deu a luz a seu filho
que deu a luz e suor

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